segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Coluna Osni R. Mello 16 agosto



"Corte sua própria lenha. Assim, ela aquecerá você duas vezes" Henry Ford




Programa de Aquisição de Alimentos


O gerente de agricultura da SDR de Caçador, Jean Carlo Ribeiro, revelou que a secretaria esta trabalhando intensamente na região para incluir novos agricultores no Programa e Aquisição de Alimentos (PAA). Neste novo formato, que permite a participação individual dos agricultores, sem passar pelas cooperativas, o programa se constitui uma importante alternativa de renda. De acordo com Ribeiro, até o limite de R$ 5 mil por ano os agricultores podem fornecer alimentos produzidos por eles e receber direto na conta através de cartão específico do programa. 






Nossa corrupção é menos corrupta


O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) declarou recentemente que a corrupção do metrô, comandada pelo tucanato paulista, é diferente da ocorrida no chamado mensalão.  "Não tem nada a ver" com o mensalão, disse ele. "Não apareceu o PSDB recebendo dinheiro, não comprou ninguém. Pode ter havido corrupção, mas aí é pessoal", afirmou.

            A declaração do nosso sociólogo mor é exemplar e lembra muito uma outra tese de um político velho conhecido, Paulo Maluf, que era adepto do “rouba mas faz” ou “estupra mas não Mata”. Uma visão da velha guarda da política, que aos poucos esta sendo extinta ou morrendo, em que os fins, mesmo ruis, justificavam os meios.

            Na visão de FHC a corrupção, desde que seja pessoal – leia-se cometida por personagens menores e que não afetem a imagem dos caciques como ele ou o partido – pode ser cometida. Também não existe corrupção se não existe compra de votos de deputados ou apoio político para se manter no poder. Os mais de 20 anos do PSDB no comando do estado de São Paulo desmentem.

            E para finalizar o suprassumo da desfaçatez: "Não apareceu o PSDB recebendo dinheiro”. O ex-presidente, que poderia assumir uma postura de reparar o mal, preferiu afirmar que enquanto o Jornal Nacional não mostrar um tucano recebendo o dinheiro, não existe corrupção. O que soou como uma confissão velada.

            Você leitor, pode avaliar, o que é pior: A teoria do “Eu não sabia de nada de Lula” ou “Não apareceu o PSDB recebendo dinheiro”.





Carne para o Japão


Será realizada nesta terça-feira (20) a solenidade de embarque da primeira carga de carne de Santa Catarina para o Japão. A solenidade será realizada às 14h, no frigorífico Aurora Chapecó. A solenidade será acompanhada pelo presidente da Aurora Mário Lanznaster e pelo prefeito de Chapecó José Caramori, entre outras autoridades.




Duas vezes unanimidade


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa conseguiu um feito de poucos: se tornar unanimidade por duas vezes. Na primeira ele foi como diz um leitor, “incensado” a defensor da ética, da verdade e dos bons costumes da sociedade brasileira, fato que o levou até para as pesquisas de opinião, para presidência da república.

Na segunda Barbosa, que no caminho destratou jornalista, comprou apartamento em Miami através de empresa em paraíso fiscal, entre outros. Acusou o colega de tribunal Ricardo Lewandowski de fazer "chicana". Foi instado a pedir desculpa, mas encerrou a sessão como um reizinho demente.

Pronto, pela segunda vez conseguiu ser unanimidade. Agora pela arrogância, falta de compostura e respeito, despreparo para exercer o cargo entre outros adjetivos utilizados pelos colunistas mais influentes da mídia nacional para condenar a sua atitude. Estamos bem arranjados.   




Bolsa empresário


Todos os dias opositores do governo e até uma parte do empresariado critica os programas de assistência do Governo Federal, como o Bolsa Família. Entretanto a realidade dos números é outra, dados revelam que os empréstimos do Tesouro aos bancos públicos, especialmente BNDES, aumentaram de R$ 14 bilhões para R$ 438 bilhões. Como o Tesouro empresta os recursos a uma taxa menor do que recebe, o subsídio escondido na operação ultrapassa R$ 24 bilhões por ano. Recursos do bolsa empresário que já equivalem à Bolsa Família. E o BNDES quer mais.




Agroturismo na agricultura familiar


Criar incentivos para o agroturismo desenvolvido nas propriedades dos agricultores familiares, por meio de uma legislação específica, é meta do deputado estadual Dirceu Dresch (PT). Ele também defende a diferenciação da atividade em relação ao turismo tradicional. O parlamentar participou, na última quinta-feira (8), da abertura do “Circuito de Agroturismo Acolhida na Colônia da Serra Catarinense,” em São Joaquim, e falou sobre a necessidade de normas que facilitem a exploração do turismo pela agricultura familiar.

“Os agricultores abrem suas residências para bem receber o turista que tem o desejo de partilhar a cultura, a gastronomia e a lida diária dos agricultores. Não faz sentido impor uma legislação trabalhista ou sanitária que dificulte isso”, afirmou Dresch. O deputado também parabenizou o trabalho da Associação de Agroturismo Acolhida na Colônia, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e da prefeitura de São Joaquim.




Liberdade de imprensa


De acordo com a ONG Reporteres Sem Fronteiras a imprensa brasileira é classificada como parcialmente livre e ocupa a posição 108 numa lista de 179 países. Uma posição nada prestigiosa por que segundo a ONG a nossa imprensa esta mais para pouco livre. A Inglaterra, também conhecida por Reino Unido, por sua vez, ocupa a posição 29 e esta mais próxima da liberdade. Deve ser por isso que um brasileiro foi detido, com informações jornalísticas de interesse dos Estados Unidos, sob a alegação de terrorismo. Você acredita neste ranking.  





Jornais brasileiros devem desaparecer até 2027


Durante mais de 100 anos, a família Graham comandou um jornal que se transformou num símbolo de influência e poder nos Estados Unidos. O Washington Post, o jornal que derruba presidentes, era o ícone maior da imprensa americana. No entanto, há duas semanas, os Graham capitularam e venderam o Post por US$ 250 milhões para o bilionário Jeff Bezos, da Amazon.

Depois disso, o maior jornal americano, o New York Times passou a ser apontado como a "bola da vez". E seu publisher, Arthur Sulzberger Jr., embora tenha negado a intenção de repassar o controle, vendeu na semana passada um grande lote de ações Sulzberger sabe disso melhor do que ninguém porque vendeu o Boston Globe, que havia comprado por US$ 1,1 bilhão, por apenas US$ 70 milhões.

Os jornais impressos estão morrendo nos Estados Unidos – mais de 200 fecharam desde 2008 – e no mundo todo. Diante dessa transformação estrutural, um estudo da consultoria Future Exploration Network decidiu cravar a data para a morte das edições em papel em vários países do mundo.

Nos Estados Unidos, o funeral está próximo e ocorrerá já em 2017. Ou seja: dentro de quatro anos, não haverá mais edições em papel no país. O negócio se tornará antieconômico. No Brasil, dentro de 14 anos, não haverá mais Folha, Globo e Estadão. Ao menos, nas versões em papel, se o estudo estiver correto. O país que mais tarde se livrará dos jornais em papel será a Argentina, onde a morte está prevista para 2039 – a pesquisa foi feita levando em conta os hábitos de leitura de cada país e também a adesão às novas tecnologias, como os tablets e smartphones, que se convertem, cada vez mais, nas novas plataformas de leitura.

A morte dos jornais impressos não significa que marcas tradicionais irão desaparecer. O britânico The Guardian avalia encerrar suas edições em papel e circular apenas nos meios eletrônicos. O Financial Times, que tem 350 mil assinantes online, diz que irá priorizar sua plataforma com mais assinantes – e o meio online deve superar o papel já em 2013.

Depois da morte inevitável do papel, o debate será travado entre publicações pagas, como a Folha, que institui seu paywall, o muro de cobrança, e as gratuitas, como o 247. O argumento de quem contesta os mecanismos de pagamento é simples. Se não há mais o custo industrial, com a impressão, nem o de distribuição, por que o conteúdo deve ser cobrado? Do Brasil 247.





OAB/SC vai à Justiça 


O Conselho Pleno da OAB/SC autorizou Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) junto ao STF contra a lei estadual que reduziu, de 40 para 10 salários mínimos, as “obrigações de pequeno valor” (RPV), por conta dos prejuízos causados aos credores da Fazenda Estadual e aos demais órgãos da Administração do Estado.

Os valores da RPV foram reduzidos em janeiro deste ano com a Lei 15.945, atingindo as sentenças transitadas em julgado e em fase de execução, em detrimento dos credores. Em junho, a diretoria da OAB/SC já havia solicitado ao Governo a revisão emergencial da redução. Na mesma sessão, o Conselho determinou estudos sobre a RPV em nível federal. Ações em relação às RPV municipais devem ser provocadas pelas subseções.

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